Vou parar de escrever
A tinta de mim escorrida
É premonição dos dias de lua
Lindo luar ao lobo deleite
Seu uivo já tão piano congelou-se
Devido ao clima de medo a graus negativos
O choro é o seu milagre
Um gozo lacrimal
Sei sou subnutrido de amor
Ainda assim não tenho fome
Mas a eterna gula mental
Encontra no lamento seu alimento
Excesso de pensamento
Luz em sua forma condensada
Ondas metamórficas
Trevas materiais
Lampejos vagaluminosos
No céu da minha noite iluminam-lhe os cometas
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