sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Éter

O silêncio me domina
O silêncio me fascina
Oscilante onisciência
Que dorme e vela
E revela o meu pior
Ansiedade omitida

Materna dor eterna
Ervas dos ninhos mentais
Danam a sarar
Saram a danar

Do não já incutido
Do ser que é ciso
Doce império instintivo
Me encontro em quimeras
Litúrgica letargia

Penso, logo desisto
Mas existo

O ar precisa da terra para lhe respirar
O mar revolta-se em fogo
E ter fome
É ter o que comer

ÉTER...

Nenhum comentário:

Postar um comentário