Sem ao menos consultar
Cheios de si, os pés impõem o
andar
Não demoram a cansar
E se põem a arrastar
A corrente é longa
Cede o elo fraco
Hora perdida, semana perdida
Pés, lindos e sábios porém
Devolvem nesta ordem
Ar, progresso e ordem
Passos apáticos à luz
Na rua o silêncio é quase uma
obrigação
Um pacto de tolerância
não-tolerada
Qual louco primeiro dará a voz
Que vá declarar amor ao próximo?
Bom dia! Obrigado! Passar bem!
Máquinas trabalham para manter
nossos ouvidos ocupados
Numa sinfonia atonal em movimento prestissimo
Regida pelas leis do caos
Mégalo-pólis-maníacos
O silêncio ainda é o melhor
contra-ataque
Intimida, incomoda, empata
Há um erro na Matrix
Um calo no sapato
Uma flor cresce no deserto
Hoje ele não caiu após o tropeço.
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