terça-feira, 10 de abril de 2012

Terça-feira


Hoje o dia não é meu
Não tenho hora comigo
Embora tenha sido meu melhor amigo
O saber do amigo do saber
Sabendo que sou eu
Sem saber já sei sem dúvida
Sartre ou Sócrates
Sinestesicamente
E seguiu-se com recheios de ansiedade
Pitadas de dor
Temperado com angústia
Banhada em culpa
Resfriada pelo esforço
Reaquecido na angústia
E digerido na dormência do ser
Mais um dia na capa invisível
Observa e morre
Escuta e morre
Fede a podridão circundante
Já sinto o sabor do julgamento
É cinza!
Há alguns inoculáveis olhos
Por fim o acaso vem agir em nome do destino
O bom lobo à casa retorna
Uiva saudando os deuses
Dança em silêncio
Silencia em sonhos a voz eterna de seu meio-homem.

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